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«O Benfica não merecia perder, mas a vitória fica muito bem aos meus jogadores»

Paulo Sérgio, treinador do Portimonense, analisa a vitória no reduto do Benfica (0-1), inédita na história do duelo entre os dois emblemas:
[sobre a festa no balneário] «A festa no balneário é demonstrativa da grandeza do adversário. Não é que não se festejem outras vitórias, que elas custam muito, mas é natural e merecido que os jogadores festejem. Neste caso o extra é ser o Benfica, uma grande equipa e um grande treinador. Você vê o Benfica perder em casa todas as semanas? O motivo da festa está justificado, mas só vale três pontos.»
«Foi muito difícil conquistar estes três pontos. Ouvi a flash do Jorge e concordo. Teve muita qualidade até entrar nos nossos últimos metros. Mesmo aí há quatro ou cinco momentos fabulosos do Samuel, mas ele é jogador do Portimonense e está lá para isso. Mas não se ganha na Luz, principalmente no momento eufórico que o Benfica vivia, depois do resultado contra o Barcelona, que muito dignifica o nosso futebol, sem essa pontinha de sorte. A sorte dá muito trabalho. O Samuel trabalha todos os dias para fazer as defesas que fez, assim como o resto do grupo. A nossa organização defensiva foi muito boa. Tentámos pressionar o mais alto possível. Em muitos momentos conseguimos complicar a tarefa do Benfica. Noutros momentos tivemos de adotar uma estratégia mais baixa. Fomos ajustando aos momentos do jogo. Na primeira parte tivemos alguns momentos com qualidade. Na segunda parte já não conseguimos com tanta qualidade. É uma vitória de esforço, os jogadores merecem por inteiro a vitória e merecem este momento. Se me perguntam se o Benfica merecia perder, diria que não, tenho de ser honesto, mas a vitória fica muito bem aos meus jogadores, pelo que fizeram.»
[sobre a organização defensiva] «O Benfica vai variando o seu jogo. Ainda na primeira parte o Jorge meteu o Rafa aberto, porque não estava a conseguir jogar por dentro. Fomos adaptando. Estávamos preparados para uma coisa e preparados para outra. O Pedro Sá fez um jogo impressionante do ponto de vista tático. Complementou muito bem as costas do Fali, para ele continuar a pressionar alto. E os dois jogadores da frente também tiveram um trabalho de desgaste grande, para pressionarmos o mais alto possível. Fizemos um bom jogo de coberturas para limitar as potencialidades do Benfica.»

[sobre a relevância da vitória inédita na Luz] «As vitórias só contam três pontos, mas já disse que não se vence na Luz todos os dias. Não sei quantas vezes cá vim jogar, e é a segunda vez que venço. Não acontece todos os fins de semana. Claro que nos enche o ego, que nos deixa felizes, mas amanhã já passou. São três pontos, e amanhã voltamos ao trabalho com os pés no chão. Disse aos jogadores que tínhamos de correr mais do que o Benfica e lutar por cada lance, pois os valores não são os mesmos. As armas não são iguais. Tudo isso dá um sabor diferente à vitória, pelo valor do adversário.»
[sobre o que o Jorge Jesus disse antes do jogo, que o Portimonense iria defender melhor do que o Barcelona] «Percebi o que o Jorge queria dizer. O Barcelona chega aqui e, provavelmente, tem uma abordagem ao jogo que nós não temos. Joga pela Champions, joga pelo título espanhol. são coisas diferentes. O que ele queria dizer é que eu ia coloca-lhe problemas defensivos que ia ser difícil resolver, e isso ficou à vista.»

Re-introduzindo “Les Viandes Da Silva”

Desde o início da Covid,… não há muitas notícias que são apresentadas no jornal porque tudo está parado. Não há grandes festas, nem grandes celebrações, só há pequenos eventos e muitos têm medo de lá estar.
Em maio o jornal A Voz de Portugal anunciou no grupo Facebook que haveria o novo talho português. Na semana seguinte o talho abriu e 4 dias depois fechou por causa de um incêndio.
Tinhamos feito a notícia no jornal e ao mesmo tempo fizemos a entrevista dos proprietários do Talho no programa televisivo A Voz de Montreal.
Foi uma entrevista bem triste e marcante. Mas,… como eu sempre disse: “é tempo de arregaçar as mangas e recomeçar de novo todo o processo”.
O tempo passou, os inspectores acharam que foi um cigarro que ascendeu o fogo e que ardeu ao mesmo tempo o novo talho “Les Viandes Da Silva”.
Ontem, iniciou a nova aventura para a família Da Silva. Em primeiro, mudaram de lugar e acharam um lugar sensacional no bairro Rivière-des-Prairies, ao lado de Anjou. Em segundo, o lugar que eles compraram é incrível porque que estacionamento e a loja é bem grande.
A todas as semanas o talho vai ter especiais e vai fazer tudo para agradar os seus clientes.
Eles vão ter um pouco de tudo para os seus clientes, mas também as pessoas que vão ir lá vão ter uma boa variedade de mercearias portuguesas.
Sem esquecer que os clientes poderão ter um serviço sensacional e de qualidade “boa qualidade com bons preço, é só vir e vais ficar cliente connosco.
Tudo o que resta a desejar ao Diogo e António Da Silva, e não só porque as filhas vão ir ajudar de vez em quando, boa sorte e que Deus abençoa o seu negócio que está situado no 8063, Av. André-Ampère ao canto da rua, bem conhecida, Armand Bombardier e todos poderão ir buscar o jornal A Voz de Portugal nesta nova zona de distribuição.

LIVRO HORIZONTES

O nosso colaborador Manuel Carvalho acaba de publicar mais um livro que reúne os livros “Saga”,” Parc du Portugal”, À beira-Main” e, agora, uma quarta parte intitulada “Horizontes”, que, sempre com as mesmas personagens, vem completar este leque de crónicas cuja acção decorre entre 1980 e 2020. Como escreveu o professor Onésimo Teotónio Almeida, “são narrativas curtas mas incisivas que desenham personagens e situações cheias de humanismo” e que narram a história de cinco famílias de origem portuguesa residentes em Montreal e que, globalmente, pretendem ser o espelho da vivência da nossa comunidade nestas terras.
Este livro tem duas edições, uma destinada ao Canadá, cuja apresentação ainda não tem data marcada, à espera que a pandemia assim o permita e uma outra em Portugal que saiu da forja a semana passada.
A concretização da edição portuguesa tem uma história muito interessante que merece ser contada. O autor pedira ao conhecido e prestigiado professor e escritor Onésimo Teotónio Almeida um breve prefácio para a edição canadiana, o que este, sempre generoso, se prestou de imediato a fazer mas, agradado pela qualidade dos textos, não se ficou por aí a sua actuação. Numa reunião com a dra. Berta Nunes, Secretária das Comunidades Portuguesas falou elogiosamente do livro e da obra do Manuel Carvalho e tudo se desenvolveu vertiginosamente. A senhora contactou de imediato o dr. Artur Nunes, na altura Presidente da Câmara de Miranda do Douro, terra do autor e, depois de posterior troca de emails entre o prof. Onésimo e a autarquia, ficou acordado que a Câmara iria apoiar a publicação da obra em Portugal. Mais uma vez, o prof. Onésimo, o grande impulsionador deste projecto, contactou uma editora sua conhecida capaz de se encarregar do trabalho.
Tanto a edição canadiana como a portuguesa têm ilustrações da conhecida e talentosa pintora Maria João Sousa (Majao) que, aliás, tem ilustrado os últimos livro do autor.
Manuel Carvalho, que tem atravessado uma fase muito difícil da sua vida, devido a sucessivas doenças, ficou muito sensibilizado e feliz com a concretização da inesperada edição portuguesa que era um sonho que ele alimentava há muito tempo, que, de certa forma, o vem recompensar da sua coragem e resiliência na adversidade.
Recorde-se que, já depois de atingido pela doença, nunca deixou de sonhar e criar, tendo o ano passdo dado à estampa uma monumental Antologia Literária (Satúrnia) de autores luso-canadianos que reuniu cerca de 120 autores com livros publicados e que ficará na história da nossa literatura como um marco incontornável de estudo e consulta para os interessados pela letras luso-canadianas.

ESM Canadá Prontos para Portugal

Dia após dia a história da Covid está a desaparecer das notícias e estamos a ver a comunidade a mexer um pouquinho mais. Em março 2020 o ESM Canadá estava para ir a Portugal, faltava uns dias para ir embora e fazer descobrir ao mundo os melhores jovens cá em Montreal. Foi anulado mas desta vez é este momento… tão certinho.
Para representar o seu país num campeonato de alto nível para os jovens. Para fazer descobrir ao mundo a próxima Estrela tal como Ronaldo,… Messi ou mesmo o próximo Mbappé do Canadá.
O melhor momento para um jovens é ser destacado e entrar numa competição de alto nível e é neste campeonato… que poderá ser a chave do sucesso.
Há custos mas no final só alguns podem chegar a este nível. Mas com ESM Canadá, esta organização ajuda e dá tudo para que eles chegam a este nível.
Já lá vão alguns anos que vejo eles a ajudarem estas crianças e não só… Há jovens talentuosos que praticam para um futuro certo mas precisam de um “push” e esta organização fazem milagres. Chefiada por José Luis Timoteo, o ex-treinador que agora se dedica aos jovens e dar a oportunidade para os jovens de qualquer categoria, ir a Portugal e apresentá-los a diversos “Scouts”,… e quem sabe,… ser escolhido pelo Sporting ou Barcelona ou mesmo Manchester United e poderiam entrar nestas academias,… seria um sonho incrível.
O Algave Youth Cup vai iniciar a sua quarta edição dentro 186 dias,… do 10 até ao 15 de abril de 2022.
E, uma coisa é certa é que fomos convidados para ir,… A Voz de Portugal e o programa televisivo A Voz de Montreal da FPTV SIC para acompanhar de mão abertas e de amizade, ver em pessoa esta lindas equipas, que eles vão formar para representar o Canadá neste campeonato mundial para os jovens.
Para mim, vai ser uma primeira lá estar e a segunda edição para Marie Moreira que vamos fazer várias reportagens sobre esta competição e que vamos fazer vários “Lives” para mostra pouco a pouco o desenvolvimento desta crianças.
Esta história não acaba assim,… vamos ir passo a passo com esta organização. ficam atento que vamos continuar a vos informar sobre o desenvolvimento do ESM Canadá, do José Luis Timoteo e da sua equipa.

Afinal o eleitor não está a dormir

Com a recente maratona de eleições que julgo importantes para todos os portugueses, incluindo aqueles que vivem aqui no Canadá, onde se inclui também as eleições na Alemanha, julgo que uma das lições é que o eleitorado em geral não está a dormir, ou seja, tem mantido atenção ao que se passa o que por si mesmo já é animador.
Começando pelo Canadá, podemos resumir que se baralhou para voltar a dar o mesmo. Não sou daqueles que se agarra ao custo das eleições, pois se não se gastasse agora gastaríamos daqui a dois anos se a legislatura fosse até ao fim, ainda que o custo das eleições possa chocar, pelo que era um custo que cedo ou tarde teríamos. A questão aqui é o oportunismo de despoletar as eleições. Estou de acordo que vivemos um momento chave, que decisões de agora irão marcar o futuro. Mas o eleitorado respondeu: trabalhem com o mandato que vos dei! Melhor e mais clara resposta para todos os partidos, e repito todos, não poderia existir.
Na Alemanha, na era pós Angela Merkel que se afasta do poder, vamos entrar no jogo de coligações pois os dois partidos principais estão longe de maioria e têm um resultado tão próximo, com vantagem inferior a dois pontos percentuais para os sociais-democratas do SPD, que várias opções de coligação são possíveis para obter a maioria no parlamento alemão. Uma coisa parece-me certa, não vejo grande alteração do posicionamento da Alemanha dentro da União Europeia, ainda que os candidatos ainda tenham muito que provar para se alçarem à presença e influência que Merkel capitalizou ao longo dos últimos anos com as diversas crises que enfrentou. No interior da Alemanha continua a manifestar-se uma fratura do eleitorado reveladora da necessidade de se chegar a consensos que possibilitem uma condução dos destinos do país de forma harmoniosa, com o cuidado de evitar deslizes para radicalismos desnecessários que poderiam colocar a Europa em crise.
Agora em Portugal… penso que a lição aqui é que a arrogância no imediato pode dar satisfação ao ego e até alguns pequenos dividendos, mas não resulta a médio e longo prazo. Isso revelou-se com a perda de câmaras importantes por parte do PS com destaque para Lisboa, onde um dos delfins de Costa, proto candidato à sua sucessão, perdeu de forma surpreendente para Carlos Moedas. Muito mérito para este que, ao contrário de muitos e do próprio Rui Rio pensarem que foi vitória do PSD. Aqui a pessoa de Carlos Moedas, assim como em geral nas autárquicas, é chave do sucesso ou insucesso. Outro exemplo foi Coimbra, que mesmo com a promessa descabida, ridícula e despropositada de uma maternidade por parte do primeiro ministro António Costa, foi perdida para o PSD. Aliás, o desdobrar de António Costa pelo país em promessas, incluindo a de que os dinheiros do PRR (Plano de resiliência e recuperação) vindos da União Europeia seriam mais bem aproveitados se as câmaras fossem socialistas, quase numa alusão que ou vocês votam em nós ou dinheiro não vos fará proveito, é uma ação que classificaria de obscena. Mas a arrogância ferida não se ficou pelo PS. No Porto, Rui Moreira voltou a ganhar mas sem maioria. Talvez deva refletir no modo arrogante que por vezes usa na abordagem a diversos temas, e se a confiança do eleitorado se mantém nele, há certamente uma nota que este deve levar em conta. Rui Rio, que se safa do descalabro principalmente pela associação com a vitória de Carlos Moedas em Lisboa, poderia ser mais magnânimo e evitar a arrogância de discursos como se tivesse tido uma vitória estrondosa, de sua exclusiva responsabilidade. O comportamento agora no rescaldo das eleições, ou em situações como na Figueira da Foz onde a verdadeira perseguição feita a Santana Lopes, quer gostemos deste ou não, mas que foi levada ao extremo de processo em tribunal para evitar a participação de Santana à corrida eleitora na Figueira, é uma nódoa resultante de despeito arrogante que nos deve levar a franzir o sobrolho, e como fica provado por estes exemplos, o eleitorado não é cego a estes comportamentos.
Espero que os novos responsáveis autárquicos, de presidentes de câmara a presidentes de freguesia passando pelos membros de assembleia locais não se esqueçam da sua função: servir os cidadãos locais dentro das competências autárquicas e deixarem de lado a doença da “partidarite” e obsessões ideológicas que muitas vezes cegam até os melhores elementos no cumprimento dos seus deveres. Do eleitorado vem uma nota de esperança, onde apesar de ainda haver muita clarificação e tomada de consciência por fazer, há um vislumbre que nos permite estar esperançosos para o futuro. Contudo há que não baixar a guarda; há que estarmos atentos e sermos exigentes, da mesma forma que um acionista é exigente com a equipa de gestão da sua empresa, devemos ser exigentes com a equipa de gestão da res publica.

“Rumores crescem à medida que caminha”

Vi esta linda citação que faz sentir um bocadinho o que se passa no jornal e na vida atual em Montreal.
No fim de semana passado o nosso pequeno Raphael esteve um bocadinho doente,… mas nada grave, era só febre, e mexia um pouco mais do que é normal. E, nesta vida (a)normal, só tossir já é o fim do mundo, na nossa família, no trabalho, nas diversas escolas.
Não sabendo o que fazer, e sabendo que, se eu vou ao hospital, vou dever ficar mais de 24h a espera para nada.
Então, o fim de semana passa…
Segunda-feira a escola recusou o pequeno e disseram para fazer o teste se tem a Covid, ou não, e mesmo isso devemos esperar que tudo se regulariza antes que o pequeno volta à escola.
Sabendo que é dia do jornal, e a família vem em primeiro, fomos fazer o teste,…
Ainda pior fomos ao Estádio Olímpico,… não há mais testes,… fomos ao hospital Maisonneuve,… devemos ter marcação prévia. Fomos ver no telemóvel onde ir para fazer testes para crianças… e, parece que isso é o bicho de sete cabeças…
Chegamos a outro lugar e disseram que o médico foi embora para fazer testes para crianças, e para finalizar chegamos ao hospital Hôtel-Dieu no Plateau.
Finalmente conseguimos passar o teste com quase duas horas de espera.
Calculando e recalculando
Isto é só o inicio da nossa aventura a semana passada porque, no momento em que temos dúvidas que há uma possibilidade de ter a Covid-19… Não podemos correr atavés da cidade falar com clientes diretamente, então no momento em que tudo isso aconteceu, fechamos o escritório, e de lá, não há outra solução…
Voltar para a casa, e achar uma solução para fazer o jornal. O problema que surgiu é a distribuição do jornal.
As 20h decidimos de finalizar o jornal e publicá-lo na internet e ver o que vai se passar. uma edição mais completo, com mais informações e fotografias. É claro que o jornal pápel é sempre mais valioso e para as pessoas de idade, mas hoje em dia, não queremos contaminar os 160 lugares onde é distribuído o jornal.
No final, quarta-feira de manhã soubemos que o teste é negativo e que o nosso pequeno Raphael Nicolau Moreira Martins ficou melhor sexta-feira, e pude voltar a escola sem ter problemas.
Foi mesmo uma semana horrível para nós.
Foi um bem de Deus que fizemos as compras na sexta-feira passada, então tinhamos comida suficiente para passar esta crise.
São nestes tempo em que somos iguais a todos, que seja rico, ou pobre, todos são iguais, e ninguém pode fugir desta doença. Tivemos sorte, foi a primeira que nós tocou.
Mas, a próxima, quem sabe…
Hoje em dia, acho que as crianças são tratados como ratos de laboratórios para o nosso país. Todos nós sabemos que esta quarta vaga é mais perigosa e as nossa crianças vão lá e muitos apanham esta doença,…
Desde o início de setembro, já recebemos mais de 14 mensagens que o nosso filho poderia estar em contacto com uma criança que tem a Covid.
Mesmo se todos nós temos a vacina, nada impede a contagião da Covid através das escolas, sem esquecer que as crianças não tiveram a vacina, e, que, em breve, vão ser também vacinados.
Não sabemos quando,… mas um dia ou outro vai ser eles a receber a vacina com uma dose menos forte para que eles vão ter uma protecção contra esta doença.
Ao mesmo tempo, tivemos conhecimento que muitos já estavam a espalhar a notícia que eu já estava a morrer, que a famíla estavam todos contaminados da Covid, e outro já estavam a dizer que o jornal era uma história do passado.
O que não é verdade.
O jornal não está a 100% mas estamos a sobreviver pouco a pouco, com o sem salário continuamos a saír o jornal e continuamos a servir a comunidade o melhor que podemos. E, se, um dia, a comunidade não quer mais A Voz de Portugal, ela ficará para sempre um marco importante para a comunidade de Montreal para a eternidade.

Grande Triunfo em Montreal

Os jovens angolanos de Montreal sagraram-se campeões provincial de futebol 11
A equipa mista de futebol sénior masculino na diáspora canadiana radicada em Montreal-Québec (Canada), liderada pelo técnico Sergio di Capron, consagrou-se campeã provincial de futebol, no pretérito dia 25 de Setembro do ano corrente, por ter vencido na final, melhor de todos jogos da Liga das Nações de Montreal 2021– 2ª edição, diante da sua congénere da República do Congo Brazzaville – ARCEQ.
Os jogos da Liga decorreram no estádio Louis Riel polidesportivo relvado sintético verde no Distrito Mercier-Hochelaga-Maisonneuve, onde a equipa de Angola precisou apenas de um (1) golo para resolver a final.
Grandes penalidades.
Assistiram ao jogo os amigos e amigas de Angola, de Congo, de Haiti e do Quebeque, com destaque a presença da representante e candidata oficial a cadeira da presidência da Câmara de Mercier-Hochelaga, a senhora Karine Boivin-Roy, ladeada, Alba Stella Zuniga Ramos, que fizeram um discurso e entregaram o troféu bem merecido aos amantes da bola.
A vitória foi testemunhada pelos dirigentes da Liga das Nações de Montreal 2021, Yarga Chatty, Dilanne Caffrey, Sergio Di Capron e António Figueira – Papa Tony.

Ligue des Nations Montréal 2021
28 de agosto 2021 | 25 de setembro 2021
Quatro (4) equipas:
Congo Brazzaville, RDC, Haiti e Angola
Melhor marcador:
Nunes RAFAEL FAUSTINO – ANGOLA
Melhor jogador:
Hérvé TCHANDO– CONGO
Melhor defesa:
Billy – HAITI
Jogador Fair-Play:
Kabeya CRISTIAN – RDC
De Angola, Doutor Gilberto Faustino Ramos ladeado pela sua esposa, transmitiram o seu calor à equipa angolana e vibraram para celebrar este grande feito via Facebook live.
Assessoria de Comunicação e Imagem – Papa Tony
APOIO: Yarga Bilele e Magasin Variétés Plus 2, CAM
Fondation Papa Tony

“Já temos mais noção da qualidade da Liga dos Campeões”

Rúben Amorim e Matheus Nunes estiveram, esta segunda-feira, em conferência de imprensa para a antevisão ao jogo Sporting ante o Borussia Dortmund, agendado para amanhã e referente à 2.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Rúben Amorim
Defesas da equipa B: “Acima de tudo temos que ter bola e é isso que vamos tentar fazer, principalmente no início. Sabemos o espírito dos jogadores do Dortmund. São centrais, mas passa mais por ganharem experiência. É um sinal para a equipa B. Eles têm que passar por isso: viagem, preparação, treino. Não quer dizer que vão entrar amanhã.”
Percurso europeu: “Obviamente que preferia ter outro percurso europeu. Com o LASK e com o Ajax foi mau… Faz parte do percurso de treinador. Tenho uma carreira curta e tenho de passar por estes momentos. Sou muito novo e isto vai fazer parte da história. Se Deus quiser o próximo jogo será a primeira vitória europeia.”
Coates: “É muito importante para a equipa e para o treinador. Não digo que não iríamos sofrer aquele primeiro golo contra o Ajax com ele em campo, mas os jogadores iam olhar para ele e sentirem-se confiantes. As grandes competições precisam de jogadores assim. Estamos felizes por contar com ele.”
Vontade de ganhar: “É igual. Tínhamos muita vontade de ganhar ao Ajax, mas o resultado foi mau. Não há receio de nada. Têm de competir e jogar. A vontade de ganhar é a mesma, mas já temos mais noção da qualidade da Liga dos Campeões.”
Rúben Vinagre pouco confiante: “Ele está preparado. Olhamos para o jogo com o Belenenses SAD e toda a gente perguntava como é que o Nuno Mendes ainda estava cá. Há jogos que deixam marca e isso acentua-se quando os jogadores são inexperientes. Tenho muita confiança na minha equipa e sei que os jogadores estão à espera deste jogo para provar que as coisas podem ser diferentes. Acho isso normal e eles sabem o que têm a fazer. Vai correr bem.”
Notas do jogo com o Ajax: “Não falámos muito nisso, porque tínhamos de mudar o chip. Mas depois falámos e apontámos as falhas. Lembrar o momento do 3-2, que por um bocadinho do corpo muda o rumo do jogo. Sofrer um golo na primeira jogada também muda o rumo e a estratégia. Há dias que as coisas vão sempre contra aquilo que vamos fazer. É importante começar o jogo, segurar o mesmo e partir para a nossa estratégia. É preciso estar concentrado, mesmo quando a bola está no guarda-redes.”
Lesão de Pote: “Essa parte é do departamento médico. A lesão não se está a arrastar. Nós estamos a fazer aquilo que devemos fazer. Aquilo é um problema que já vem do Famalicão. Talvez quando ele teve o primeiro toque, deveria ter demorado este tempo todo. O Pote é muito importante para nós. O Pote é uma peça muito importante do nosso projeto e está demorar o tempo que tiver de demorar. Falando de operações, e eu que fiz algumas, é sempre a última coisa a fazer. Estamos a dar todos os passes, mas estamos confiantes de que ele vai regressar sem qualquer operação.”
Semelhanças entre Ajax e Dortmund: “São equipas diferentes e muito talentosas na frente. No Ajax crescem a fazer aquela rotação que nos cria problemas na pressão. A grande diferença será a adaptação do Sporting e do treinador. São duas equipas muito fortes ofensivamente. Como vamos combater isso? A grande diferença estará no Sporting e na forma como defendemos, como preparamos as jogadas e pressão.”
Haaland continua em dúvida: “Eu durmo sempre descansado. As coisas do futebol não me dão noites sem dormir, a não ser algumas más exibições e quando os jogadores não dão tudo. A pancada do jogo com o Ajax foi tão forte que o foco tem de estar na nossa equipa. Não vou olhar se o Haaland joga ou não. Claro que ele tem influência na equipa, por conta dos golos, e pode até influenciar a forma de jogar do Borussia. Há transições para o Haaland, mas isso não muda nada. Não vamos mudar consoante o onze do Borussia. Claro que se o Haaland não jogar, o Borussia perde um jogador com muita influência nos jogos e nós sabemos bem o que isso custa.”
Muita juventude: “A juventude pode ajudar ou não. A estreia já passou. Vamos a jogo. O Borussia tem sido muito forte, especialmente em casa. O nosso foco está em como melhorar a nossa equipa. O foco está no que podemos fazer e melhorar e não na experiência. «”

Matheus Nunes
Falou-se numa possível saída: “Sei que houve especulação nos jornais. A possibilidade de jogar na Champions é uma aliciante muito grande.”
Elogiado pelo Dortmund: “Tento não olhar muito para isso. O importante aqui não são as individualidades. O Dani tem qualidade, o Tabata tem qualidade e o Ugarte também. Qualquer um deles estaria a fazer o mesmo trabalho no mesmo lugar. A qualidade do Dani está a vista de todos, o Ugarte é mais defensivo e o Tabata é mais um dez.”
Decisão difícil: “Foi uma decisão complicada, a mais complicada da minha carreira. Cheguei a Portugal com 13 anos e quando recebi a chamada do Brasil fiquei muito feliz. Entre uma seleção e outra, nunca ficaria a perder. Por isso, acho que tomei a decisão certa.”
Seleção portuguesa ou brasileira: “Já tomei uma decisão. Falei com ambos e depois de pensar muito cheguei à conclusão de que era melhor jogar pela seleção portuguesa. Acho que vou ser mais feliz aqui. A minha família disse o mesmo. Tomei essa decisão e estou muito feliz.”
Ansiedade: “O jogo com o Ajax já passou e não podemos duvidar do nosso trabalho. Estamos a tentar fazer as coisas e não há nenhum motivo para duvidar de nós próprios.”
Preparação: “Sabemos a qualidade do Borussia e da nossa. Trabalhámos da mesma forma e vamos jogar da mesma forma.”

Uma história que não se repetiu

O mesmo adversário. A mesma sequência de vitórias. A mesma jornada. O mesmo árbitro.
Haverá poucas coisas tão eficazes como uma péssima memória de um passado recente para deixar uma equipa, pelo menos, em estado de alerta e, no fundo, fazer pela vida para evitar que a história se repita.
Um ano depois do descalabro no Bessa à sexta jornada, o Benfica deu sinais de que é hoje uma equipa bem mais madura e arrancou um triunfo seguro frente a um Boavista que se apresentou arrumado e ousado q.b. no Estádio da Luz.
Pela primeira vez, Jorge Jesus juntou Darwin e Yaremchuk de início na frente de ataque e, já agora, Rafa a titular na Liga 2021/22.
Tal como Jesus, do lado dos axadrezados João Pedro Sousa montou a equipa em 3x4x3, apostando numa defesa muito subida. Uma estratégia de risco que resultou na maioria das vezes, mas que acabou por custar dois golos, tantas foram as vezes em que o líder da Liga procurou explorar a profundidade através de passes de longa distância da defesa para o ataque.
Foi dessa forma que nasceu a primeira jogada de perigo da noite (Darwin) e foi também assim que as águias fabricaram o 1-0 ao minuto 14, da autoria do uruguaio a passe de Diogo Gonçalves.
A vantagem algo madrugadora premiou uma entrada acutilante do Benfica, que a partir daí, manteve o domínio territorial do jogo mas não conseguiu, durante largos minutos, acossar uma pantera que começou a ficar defensivamente mais calibrada.
Não fosse o remate perigoso de meia distância de Gustavo Sauer após uma diagonal da direita para o centro e arriscaríamos escrever que nada faria prever o golo dos visitantes à meia hora. Talvez por circular a bola a seu-prazer, a equipa de Jorge Jesus deixou-se cair no perigo a que o excesso de confiança pode levar. Weigl permitiu um corte de Seba Pérez no início do processo de construção dos encarnados e Sauer atirou forte e colocado para o 1-1.
Acusar o golo? Só se for pela positiva. Dois minutos bastaram para o Benfica se recolocar em vantagem através do homem que falhara instantes antes: Julian Weigl, numa bola parada, assinou o segundo golo dos encarnados pelos ares.
Depois, o Benfica teve cabeça fria para gerir os tempos do jogo. Os minutos finais da primeira parte chegaram sem grandes notícias para dar e a etapa complementar arrancou com duas: Lazaro de um lado; Ntep do outro.
Nos 15 minutos iniciais da segunda parte houve muito jogo junto das duas balizas. O Benfica continuou a ter mais bola e ameaçou o terceiro, mas o Boavista tornou-se mais capaz de chegar ao último terço através de transições rápidas.
Ainda que com dificuldades para discutir a posse de bola, os axadrezados eram agora uma equipa mais a imagem de João Pedro Sousa. Destemida e proativa.
A linha defensiva, essa, continuava subida e foi dessa forma que o Benfica – sagaz – trabalhou o terceiro golo. Rafa, hoje tendencialmente mais longe da baliza por ser mais um terceiro médio do que um segundo avançado, explorou a profundidade para receber um passe longo de Lucas Veríssimo e serviu depois Darwin para o 3-1 à passagem da hora de jogo.
Os minutos seguintes foram, talvez, os melhores do Benfica no jogo, sobretudo no número de oportunidades. Depois de Bracali ter evitado males maiores com duas ou três grandes intervenções, a pantera reergueu-se melhorou na reta final e terminou o jogo com mais remates. Vale o que vale, mas é um sinal da boa imagem deixada pelos axadrezados, que foram fiéis a uma ideia de jogo tão positiva quão difícil de pôr em prática quando o desequilíbrio de forças é tão evidente.
Um ano depois daquela sexta jornada que representou o princípio do fim do campeonato do Benfica, a história não se repetiu e os encarnados provaram uma vez mais que em 2021/22 são uma equipa drasticamente diferente. Pelo menos têm-no sido até agora.
Indiscutivelmente.

Celebração das crismas na Santa Cruz

Nestas útlimas semanas a Missão Santa Cruz esteve muita occupada que seja batismos, profições de fé ou crismas, a igreja está sempre em movimento e como muitos dizem, “É sempre p’rá lá”.
Podemos observar que a igreja pode receber mais assistências às cerimónias religiosas especialmente para alegrar a nossa comunidade e podemos notar que no passado domingo 12 de setembro iniciou-se as profissões de fé com 12 jovens preparado pela catequista Lurdes, e foi presidida pelo padre adam e em que neste domingo se dirigiu aos jovens catequista falando muito na fé em que a fé era muito importante e deve ser nas “obras” praticando actos de caridade e não esquecer o amor ao próximo.
A celebração da eucaristia com a crisma em Santa Cruz presidida pelo Senhor Padre Adam apresentando os responsáveis desta preparação são a Sra. Sara Batista e a senhora Rosa Torres. Nesta celebração a homilia premiada pelo celebrante se classificou muito na descida do Espírito Santo.
“Queridos jovens, o dom do Espírito Santo que ides receber, vai marcar-vos com um sinal espiritual que vos tornará mais conformes com cristo e mais perfeitamente membros da sua igreja. (…)As línguas de fogo se repartiam e pousavam sobre cada um deles. Todos receberam dons do Espírito Santo e esses dons os unem, dão entendimento sabedoria, temor de Deus, fortaleza, ciência, conselho e inteligência. Eles passam a se entender, mesmo sendo tão diferentes uns dos outros. Assim o Espírito os capacita para anunciar as maravilhas de Deus na sua própria língua, isto é, faz com que as pessoas entendam a mensagem e se entendam.
O Espírito renova nos e recria nos para fazer novas todas as coisas, colocando em comum nossa diversidade de dons. Somos diferentes, temos dons distintos, porém temos que estar unidos no mesmo Cristo Senhor. Essas diferenças de dons, de serviços, de ministérios fazem a riqueza da nossa igreja.
Os apóstolos haviam recebido o Espírito Santo no dia do Pentecostes, segundo a promessa do Senhor, e tinham por isso o poder de completar aquilo que fora começado no Batismo, como lemos no livro dos Atos dos Apóstolos.
Assim fez São Paulo ao impor as mãos sobre os que tinham sido batizados, e o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar várias línguas e a profetizar”.
Queremos dar os parabéns a todos por ter feito a sua profissão de fé e as crismas. São dois eventos muito importante na vida dos nossos jovens da comunidade, e desejamos mais uma vez que tudo irá bem no futuro e até à próxima.

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