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44º aniversário do Clube Oriental Português de Montreal

A vida comunitária é sempre cheia de surpresas, de um dia para o outro e de ano para ano. Nunca é igual. Há sempre altos e baixos em qualquer associação e para manter um organismo como este é preciso trabalhar muito.
Gilberto Alves, o presidente do Clube Oriental de Montreal, esteve presente ao longo da história deste clube, trabalhando em todos os pilares deste organismo. E, é de louvar esta pessoa que fez muito, e está ainda a representar muito bem o grande Clube Oriental.
Sábado 10 de dezembro organizou-se no Clube Oriental Português de Montreal um grandioso jantar de gala para comemorar o seu quadragésimo quarto aniversário de existência. Após um dia cheia de dores de coração e problemas sentimentais por causa do jogo de Portugal tive o prazer de ir numa festa para mudar um bocandinho as nossas emoções.
Fiquei muito impressionado com a sede e a história que eles têm, e a sua abertura cultural. É claro com 44 anos de história, eles fizeram muitas atividades para agradar os sócio, amigos, e as pessoas que gostem de fazer festaJá vi de tudo nas suas festas: danças da Rússia, peças de teatro, cantores de Portugal e ideias diferentes. Uma coisa é certa é que o Clube é bem vivo e que merecem todo o nosso apoio.
A sala não estava cheíssima por causa da Covid mas a gente a pessoas estão cada vez mais em cada festa e isso é muito positivo.
Foi servido um saboroso jantar. Logo no início da noite o presidente do clube Sr. Gilberto Alves fez um pequeno discurso agraciando todos os presentes e convidou todos os convidos de honra para discurar um pouco. Na minha parte falei dos grandes eventos que estão a porta, os festejos dos 70 anos da comunidade e s os 45 anos do Clube Oriental que vai ser histórico, segundo o presidente do Clube Oriental. Sem esquecer que falei da nossa juventude e dos jovens presentes na sala porque são eles o futuro da nossa comunidade. Depois foi a vez do presidente do Clube Portugal de Montreal, o Sr. António Moreira e para finalizar o Cônsul-Geral de Portugal, Francisco Saraiva fez um lindo discuro.
Durante a noite tivemos o grupo Contacto que fizeram um espetáculo sensacional, cheia de energia, e calorosos e fizeram mexer a sala até muito tarde.
E para finalizar quero dar os parabéns ao Clube Oriental e à sua administração, e votos de muitos anos de atividades.

Almoço de Natal no Clube Português De Montreal

Este prestigioso Clube Portugal de Montreal em proximidade da época Natalicia e como é hábito todos os anos fazerem um almoço para festejar a dita época, e agraciar os mais pequenos filhos dos sócios e amigos do clube.
Sempre que neste clube se organiza qualquer evento seja festivo ou cultural, há sempre um espírito de camaradagem de confraternização de todos, inclusivo da administração que por vezes com dificuldades não olham aos esforços para que tudo corra pelo melhor, e este evento deste domingo 11 de Dezembro não foi excepção com a apresentação de uma ementa bem confecionado e de grande qualidade pelo facto de ser efectuado por profissionais que sabem do seu ofício. Parabéns a toda a administração.

A Associação Portuguesa do Canada em Grande

Sexta-feira dia 9 de Dezembro, nesta prestigiosa casa foi levado a efeito mais um jantar como tem vindo a ser realizado, mas este com um significado especial pois foi apresentado de forma diferente como do habitual, pois se tratou de a nova direção como foi anunciado semanas atrás.

O jantar servido com entradas coisa que não era habitual, o que teve grande aceitação pelas pessoas presentes. Sócios, amigos e simpatizantes da Associação Portuguesa do Canadá estiveram em grande número em franca camaradagem como é habito nesta casa.

O jantar foi confecionado por um cozinheiro profissional e nós deliciou todos os presentes.
Os próximos eventos será oportunamente anunciado.

O fim de um sonho

Até ao jogo deste sábado com Portugal, Marrocos só tinha sofrido um golo nos quatro jogos anteriores do Mundial 2022. Fechara a baliza com a vice-campeã em título Croácia, voltara a fazê-lo com a Bélgica (bronze há quatro anos) e sobrevivera a 120 minutos de assédio espanhol. Pelo caminho, só contra o Canadá tinha sido batida e nesse jogo até fora um marroquino (!) a marcar.
Por isso, a equipa das quinas sabia que, talvez mais do que em qualquer outro jogo, era altamente desaconselhável estar em desvantagem contra uma seleção que pode até não ter o talento necessário para fazer campeões do Mundo, mas ganha de goleada em organização a muitas outras e é por isso que, com muito mérito e alguma sorte, tornou-se na primeira seleção africana da história da chegar às meias-finais de um Mundial.
Depois da vitória estrondosa sobre a Suíça (6-1), Portugal voltou a reclamar com propriedade o estatuto de candidato ao título que tinha assumido – mais pela soma das individualidades do que pela força coletiva demonstrada nos últimos tempos – à chegada ao Qatar, mas que se esbateu após a derrota, essa sem consequência de maior, com a Coreia do Sul a fechar a fase de grupos. Neste sábado não faltou vontade, mas faltou quase tudo o que teve de sobra na terça-feira passada: criatividade, irreverência, magia. Faltou também o rigor que teria impedido que En-Nesyri aproveitasse o erro de Diogo Costa naquela saída fatal da baliza aos 42 minutos. Antes disso, Portugal foi facilmente decifrável para uma equipa habituada a jogar sem bola, mas igualmente confortável quando a teve: o chutão para a frente foi um recurso adiado até ao limite e o desembaraço e a qualidade técnica dos homens da frente permitiram-lhe espreitar transições perigosas.
Taticamente, o jogo de Marrocos também era facilmente explicado. Fernando Santos dissecara-o na conferência de antevisão, mas aí também ficou claro por que razão os Leões do Atlas têm sido insuperáveis: não dão espaço para jogar dentro do bloco. Por isso, o selecionador quis ir por outro caminho. Tirou William Carvalho do onze e recuperou Rúben Neves em busca da qualidade de passe a meia/longa distância do médio do Wolverhampton. Não foi por aí que Portugal perdeu o jogo, mas cedo viu-se que também não seria por aí que o venceria. Para o conseguir, teria de ser eficaz no aproveitamento das poucas oportunidades. Naquela de João Félix a abrir, noutras duas do 11 da Seleção na primeira parte e noutra de Bruno Fernandes logo após o golo de En-Nesyri, que até já tinha ameaçado duas vezes a baliza de Diogo Costa. Era preciso também agitar mais as águas e após um susto nos minutos iniciais da segunda parte, num novo erro de Diogo Costa, João Cancelo e Cristiano Ronaldo foram a jogo. Sem Rúben Neves em campo, Portugal aproximou-se ainda mais da baliza de Bounou ao mesmo tempo em que ficava mais à mercê das perigosíssimas transições marroquinas. Portugal arriscou pagar esse preço. Tinha de fazê-lo, no fundo, mas quando parecia ter encontrado o caminho do sucesso pecava na finalização: Gonçalo Ramos atirou ao lado aos 58 minutos e pouco depois Bruno Fernandes também não foi feliz. Walid Regragui viu nos seus homens sinais preocupantes de falência física e gradualmente foi sacrificando algumas das suas principais unidades em nome da sobrevivência. Por mérito de Portugal, os marroquinos tiveram de recuar mais e agarraram-se ao coletivo e à tenacidade de Bounou para sobreviverem ao assédio luso e aos minutos finais reduzidos a dez, por expulsão de Cheddira após ver dois amarelos em dois minutos.
No final, Pepe falhou, na pequena-área, um desvio de cabeça que daria o empate e levaria o jogo para um prolongamento que tinha tudo para ser favorável à Seleção. Marrocos teve sorte, mas trabalhou muito para a ter. E quem trabalha tanto, merece tê-la.

Decisão histórica para fazer história

E se aquele desabafo de Cristiano Ronaldo não tivesse acontecido?
A minutos do Portugal-Suíça, Fernando Santos garantia que a saída do capitão do onze nada tinha a ver com isso e que a titularidade de Gonçalo Ramos era uma mera opção estratégica.
A dúvida, por mais que se diga o contrário, ficará sempre no ar, mais até porque, até hoje, o avançado de 37 nunca tinha começado um jogo de Portugal a contar para a fase a eliminar de uma grande competição no banco de suplentes.
Sem o capitão e com três golos de Ramos, que com 21 anos assinou a exibição de uma vida, Portugal arrasou a Suíça por expressivos 6-1, fez a sua melhor exibição deste Mundial e no próximo sábado vai defrontar Marrocos sem o peso nas pernas que terá a seleção africana, forçada a duríssimos 120 minutos com a Espanha também nesta terça-feira.
Quatro dias depois da derrota com a Coreia do Sul, Fernando Santos fez oito alterações no onze num jogo em que houve mais ganhos para além da vitória expressiva. Individualmente, pelas exibições de Ramos, Félix ou do consistente Dalot; coletivamente, com Portugal a apresentar um dinamismo poucas vezes visto nos últimos anos; a nível anímico, com a Seleção altamente moralizada depois de uma vincada declaração de intenções que deve ser levada a sério por todos os pretendentes ao trono de França.
Os primeiros minutos do Portugal-Suíça foram os mais equilibrados de todos e faziam antever uma noite longa, tese que Gonçalo Ramos tratou de refutar aos 17 minutos, quando recebeu de João Félix, rodou rápido e atirou forte de pé esquerdo para o 1-0.
A partir daí, Portugal lançou-se a alta velocidade para uma noite memorável. Na defesa, Pepe e Rúben Dias estiveram insuperáveis; no meio-campo William e Otávio foram pendulares; no ataque, Félix esteve ligado à corrente, aparecendo sempre no lugar certo para iniciar desequilíbrios.
E Ramos? Bem, Ramos fez história, (também mas não só) ao tornar-se no português mais jovem de sempre a marcar em fases a eliminar de Mundiais.
O segundo de Portugal, de Pepe aos 33 minutos após mais uma assistência de Bruno Fernandes neste Mundial (a terceira), não foi mais do que a consequência natural dos acontecimentos. Quando aconteceu, Portugal já justificava o segundo diante de uma Suíça que, muito por culpa da dinâmica lusa, nunca teve a precisão que fez dela uma das equipas mais constantes do velho continente nos últimos anos.
A boa notícia para os helvéticos ao intervalo era o 2-0 no marcador, resultado escasso face ao que se tinha visto nos 45 minutos iniciais e que os mantinha a um golo de renascer no jogo.
A má era que nada mudou no regresso dos balneários. Ramos fez o 3-1 aos 51m e logo a seguir Raphael Guerreiro assinou o quarto em mais um momento de futebol-total lusitano.
Depois, Portugal serenou. Akanji reduziu para a Suíça ainda antes da hora de jogo e durante alguns minutos (poucos) a Seleção pareceu vacilar. Fernando Santos torceu o nariz, esbracejou e a partir daí Bernardo Silva, discreto até então, assumiu o protagonismo a meio-campo, lançando as bases para o 5-1 finalizado com categoria por Gonçalo Ramos após nova combinação com Félix. No Estádio Lusail já se gritava por Ronaldo e Fernando Santos fez entrar o capitão, talvez mais a pensar em Marrocos do que em fazer a vontade do público. Sim, porque todas as decisões, como a de deixar o 7 de fora, devem ter por base fundamentos coletivos.
Ramos, Félix e o regressado de lesão Otávio foram descansar – mais tarde juntaram-se-lhes Bernardo e Bruno – e daí para a frente o jogo caminhou com Portugal a gerir e uma Suíça rendida e ansiosa à espera que o tempo se esgotasse. Mas não se esgotou sem mais um de Portugal, de Rafael Leão já nos descontos para fechar uma exibição histórica que, por acaso ou talvez não, foi consequência de uma decisão também ela histórica.

Ajuntou-se de novo, o Movimento de Juventude Portuguesa da Missão Santa Cruz (dos anos 60-70)

Foi no passado sábado, dia 12 de novembro 2022, que o antigo Movimento de Juventude Portuguesa da Missão Santa Cruz (dos anos 60-70), com a colaboração da Casa dos Açores do Quebeque, celebraram os 80 anos de vida e os 35 anos de sacerdócio do Padre António de Sousa, ou simplesmente o Sousa como lhe chamavam os seus colegas deste grupo.
Juntaram-se nesta noite na sede da CAQ umas 60 pessoas, com animação musical pelo António Horácio, Jordelina Benfeito e de José de Melo ao acordeão. Oriundo de Rabo de Peixe, São Miguel, Açores, o Pe. Sousa emigrou para o Canadá com 23 anos de idade e apenas a 4a classe. Apesar disso, conseguiu vencer as dificuldades e atingir a sua ambição de estudar e de ser sacerdote.
Depois de ter ingressado na Ordem dos Dominicanos, ordenou-se em 1987 e passou 26 anos como pároco da Missão do Espírito Santo em Gatineau. Reformou-se em 2021. Para além de salientar os aniversários marcantes do percurso de vida do Sousa, este encontro de antigos ‘Jovens’ pretendeu ser ‘des retrouvailles’. Neste grupo de gente nova na flor da idade naquela época determinante na vida deles, desenvolveram-se laços profundos de amizade que, para muitos, permanecem até hoje. O facto de estarem presentes no sábado tantos antigos membros, é prova que aquela vivência deixou traços. E é de notar também que um bom número destas amizades acabaram em casamento. Através dos anos, este grupo já se tinha encontrado várias vezes. Uma primeira vez em 1985, depois em 1993 e mais recentemente em 2011. No sábado, embora já de idade avançada e estarem noutra fase da vida com os seus altos e baixos, lá estavam eles outra vez para confraternizar com alegria, relembrar, matar saudades, pôr a escrita em dia e saborear. Uma menção especial foi feita igualmente lembrando todos aqueles membros que já partiram.
Podemos afirmar que o serão foi vivido num ambiente acolhedor de grande emoção, de partilha e de alegria.

Quem não conhece A Voz de Portugal, não conhece nada de Montreal

A Voz de Portugal é um dos jornais mais antigo da diáspora, já está a chegar aos 62 anos de existência, e em Montreal não há muitos que tem a visibilidade e a força jornalística e mediática como o jornal A Voz de Portugal, a todas as semanas o jornal é lido e re-lido por uma média de 630 000 leitores no site web, ou nas redes sociais, tablete, ou telemóveis inteligentes.
2023 é mais um marco na nossa comunidade, vamos festejar 70 anos da nossa comunidade portuguesa em Montreal, e não só, de todas as comunidade portuguesas no Canadá. 8 anos depois de ter nascido a comunidade, o jornal A Voz de Portugal nasceu com os fundadores, Elísio de Oliveira e José Simões Silvestre.
É claro que o jornal mudou de pessoal, de empregados e de proprietários, hoje sou os proprietário e amanhã outra pessoa vai continuar a referênciar a nossa comunidade com este jornal, que é o nosso património histórico e jornalístico da comunidade portuguesa em Montreal.
Não podemos referênciar tudo mas fazemos o máximo das nossas possibilidades. Isto é que dá o valor ao nosso jornal porque tudo está inscrito aqui para a nossa história. Quando o primeiro-ministro de Portugal veio a Montreal, estavamos presente e fizemos uma reportagem histórica da sua vinda, quando o presidente da república veio, foi a mesmo, quando o presidente da Sata Azores Airlines, representantes de Portugal que quer estar notificado e historiado na comunidade e marcar a sua presença cá, o jornal A Voz de Portugal está sempre presente, quer seja político, desportivo, social, lazer, o jornal está sempre cá para vos informar os grandes acontecimentos na comunidade portuguesa em Montreal.
Então quando uma pessoa que está a organizar a vinda de qualquer uma pessoa, o jornal é um dos primeiros a ser informados, e é assim que funciona,…
A semana passada foi informado que dois dirigentes da Tap Air Portugal veio à Montreal, mas ninguém nos informou quando e onde seria a apresentação nem o encontro para a comunicação social. Fiquei com muitas dúvidas porquê o convite não foi enviado, nem recebi nenhum informação sobre o acontecimento…
Será que a pessoa conhece Montreal?
Será que a pessoa que deveria fazer o seu trabalho dormiu nas horas de trabalho ou não tem nenhuma ideia qual é o jornal português mais lido em Montreal.
Será que não sabe escrever um “e-mail” ou mesmo ir ao nosso site web, onde há uma grande multidão que vai ver o nosso jornal. Sei que há 3000 pessoas em Lisboa que lei o nosso jornal, e sei que em Newark/New York e Toronto há mais de 4000 pessoas que leiam o jornal, por semana e que eles verifiquem o nosso jornal a todas as semanas. Não sei onde o nosso convite foi para este evento, parece que desapareceu nas nuvens da internet.
Não sei onde foi e quando é que foi, mas sei que a pessoa que gosta ou não, nunca deveria esquecer um dos pilares mais importantes, e mais antigo, da nossa comunidade e espero que a pessoa que esqueceu, ou que não sabe escrever um convite pode chamar para o nosso escritório 514-284-1813 ou pode chamar-me pessoalmente ao meu telemóvel 514-299-1593.
É important de não esquecer que a desinformação não é um meio de informação mas é triste de ver que há pessoas que pensem a si próprio e não ao coletivo da nossa comunidade portuguesa.

Évora vai ser Capital Europeia da Cultura em 2027

A cidade de Évora foi escolhida de um lote de quatro finalistas, do qual também faziam parte Aveiro, Braga e Ponta Delgada. O anúncio foi feito pela presidente do júri internacional, Beatriz Garcia.
Évora terá uma dotação financeira de 29 milhões de euros, dos quais 15 milhões de euros serão de financiamento nacional, 10 milhões de euros de fundos europeus, através do Programa Operacional do Alentejo, e quatro milhões de euros do Turismo de Portugal, sujeitos a candidatura, explicou hoje o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.
Momentos antes do anúncio, o governante, na mesma conferência de imprensa, destacou o “processo muito dinâmico” de escolha portuguesa para Capital Europeia da Cultura 2027, “revelador da vitalidade cultural do país e do dinamismo do território”.
“De um território que vê na Cultura um fator de transformação da identidade, de reforço de identidade, através da memória, mas também através da possibilidade de projetar pela Cultura o futuro, e uma alavanca para o desenvolvimento e para a valorização dos nossos territórios”, afirmou Pedro Adão e Silva.
O ministro da Cultura viu este processo de escolha “como uma responsabilidade conjunta e um momento de transformação”.
“Um momento de transformação em que a cidade vencedora transformar-se-á pela Cultura, consolidando estruturas, deixando por isso um legado que deve perdurar para além de 27, acho que isso é muito importante, promovendo o desenvolvimento, a inovação e a criatividade, mas também com uma preocupação com a formação de novos públicos”, defendeu.
Pedro Adão e Silva destacou “a importância” de as quatro finalistas serem “quatro cidades que estão fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”: “Isso é fundamental para o país, essa possibilidade de termos uma presença da Cultura no território, para além de Lisboa e do Porto”.
O facto haver mais uma cidade portuguesa como Capital Europeia da Cultura é, para o ministro, “uma grande oportunidade de longo prazo”. “Porque espero que os efeitos desta experiência sejam efeitos no tempo, mas também com um longo alcance de transformação do território”, disse.

Encontro 5 à 7 da Equipa Lusophone da Radio Centre-ville

A equipa “Lusophone” da radio centre-ville organizou um encontro 5 à 7 que teve lugar no espaço do “Auditoire” sábado 26 de novembro 2022 para o lançamento do novo trabalho discográfico “Farto da Guerra” dos autores compositores e interpretes Liberto Medeiros, Paulo Gomes e Marta Raposo.

A apresentação do livro da autora Maria-Adelaide Oliveira “O Manuscrito” antes que a Memória se apague. O Manuscrito é sem dúvida uma viagem pelo passado, um romance de amor, uma história de mulheres de outros tempos.

Vale a pena ler ou então oferecer a alguém já que estamos na época do Natal faz uma oferta excelente.

A Paula Ferreira também apresentou algumas das suas obras de pinturas.

A equipa “Lusophone” é composta presentemente por Clementina Santos – Notas de lá e de cá com as colaboradoras Adelaide Oliveira, Paula Ferreira, Joaquina Pires e Glória Sousa às segundas e quartas-feiras, Marta Raposo – Agenda cultural terça-feira, Francisca Reis – Hora Acoriana quinta-feira, Rafael Gaspar, Elizabeth Carreiro e Paulo Lourenço – Conversa fiada as sextas-feiras, Amilcar Gomes – Já cá não esta quem falou.

A equipa agradece a todos que vieram apoiar e oferecer o seu dom a RCV para a sua campanha financeira “A grande renovação”. Um bem-haja a todos.

No barco do comandante Bruno à descoberta do mundo

De vento em popa, assim vai Portugal no Mundial 2022.
A Seleção apurou-se para os oitavos de final ao vencer o Uruguai por 2-0, com um bis de Bruno Fernandes, e, no derradeiro jogo, frente à Coreia do Sul, pode só com um empate (ou nem isso, caso o Gana não vença por mais de dois golos) confirmar o primeiro lugar no grupo.
O maiato foi o comandante do triunfo luso e Portugal bem pode partir à descoberta do mundo, ali, junto às areias do deserto, bem perto de onde outrora chegaram destemidos navegadores.
Tudo começou com uma primeira parte amarrada como um nó de marinheiro. Portugal fez o dobro dos remates (9-4) e dos passes (340-155), mas não era fácil encontrar caminhos para a baliza do Uruguai. A «celeste» teve a melhor oportunidade antes do intervalo, quando, aos 32m, Bentancur rompeu e só não marcou porque encontrou o muro Diogo Costa pela frente.
O Uruguai lançou Coates de início (Ugarte, o outro sportinguista, ficou no banco) e armou um 3-5-2 para suster o 4-2-3-1 de Fernando Santos, que mudou três de início, lançando Pepe, William e Nuno Mendes para os lugares de Danilo, Otávio e Raphael Guerreiro.
A Danilo e Otávio lesionados acabou por se juntar Nuno Mendes, que aos 42m saiu em lágrimas após ressentir-se de um problema muscular.
Mais problemas para Portugal, que havia de entrar na rota triunfal no segundo tempo.
Lembram-se do encontro entre Ronaldo e Bruno Fernandes na concentração da Seleção para este Mundial?Muita tinta fez correr, quando afinal CR7 terá perguntado ao ex-companheiro de equipa «Vieste de barco?», gracejando por um alegado atraso.
Pois, Bruno terá levado o seu barco para o Qatar e convidado todos para subirem a bordo com ele ao leme. Em campo, ele e Ronaldo entendem-se na perfeição. Foi assim aos 54m, quando Ronaldo tocou na bola apenas com a aura e isso foi suficiente para bater o guarda-redes Rochet.
«O golo é de Bruno», sentenciou a FIFA, num lance que inicialmente deixou dúvidas autorais.
Seguiu-se a reação uruguaia. Suárez entrou para o lugar de Cavani e Maxi Gómez para o de Darwin. Maxi, o menos famoso dos avançados «charruas», acabou por acertar no poste, aos 75m, na melhor oportunidade da equipa de Diego Alonso.
Foi o toque a reunir para a equipa das quinas. Poucos minutos depois, Fernando Santos, que inicialmente colocou Bruno ao lado de William no miolo, lançou Palhinha e Matheus Nunes para segurar o meio-campo (além de Gonçalo Ramos para o lugar de Ronaldo).
Bruno e Bernardo acabariam, lá na frente, por levar o barco a bom porto: o mágico do Man. City segurava a bola, enquanto o capitão do Man. United fazia tudo o resto.
Aos 90m, Bruno converteu com o pulinho da ordem o penálti inventado por si, quando meteu a bola entre as pernas de Giménez, que deu mão na área. Já em cima do apito final, de novo Bruno haveria de estar por duas vezes à beira do hat-trick: um remate foi defendido por Rochet e outro só foi parado pelo poste.
Não era preciso mais para o coroar frente a um Uruguai que em 2018 foi o carrasco de Portugal nos oitavos de final do Mundial da Rússia.
Com bússula e astrolábio foi o comandante Bruno a guiar a armada lusa. Contra ventos e marés, Portugal segue à descoberta de um desafio que tem o tamanho do mundo.

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